domingo, 8 de junho de 2014

AVALIAÇÃO, É UM ELEMENTO DE JULGAMENTO OU DE AÇÃO?

Ao estudarmos sobre avaliação do ensino e da aprendizagem começamos a indagar, sobre o verdadeiro significado da avaliação. Será para medir, punir, classificar os aptos e não aptos ou para avaliar os conhecimentos adquiridos/produzidos/contextualizados, em sala de aula? Em diversas instituições educacionais, da educação básica, ao ensino superior nos deparamos com paradigmas avaliativos extremamente radicais, ou seja, com um modelo de avaliação que deixa o estudante  com medo de serem avaliados. Em muitos casos, sentem-se o pavor se dá por conta de alguns formatos de provas, que tendem a não expressar os conhecimentos desenvolvidos durante as aulas, sem conexão com seus saberes cotidiano. Essas e outras discussões sobre avaliação foram fundamentos de estudo durante a disciplina avaliação do ensino e aprendizagem, com a turma de biologia 2012 no Campus Universitário de Altamira/UFPA. Com base nessa discussão, convido os estudantes desta turma, a responder a questão: Qual entendimento tens sobre avaliação a partir do estudo em sala de aula e o conteúdo exposto nos vídeos? Pensando nessa problematização, acesse os dois vídeos clicando nos seguintes endereços eletrônicos. O primeiro vídeo está no site: https://www.youtube.com/watch?v=6rHvpwKOpQg o segundo encontra-se no endereço: https://www.youtube.com/watch?v=NyV47Ty3JzA Não esqueça de retornar, para colocar seu comentário observando a questão abordada.

sábado, 31 de maio de 2014

A HISTÓRIA DE NOVO REPARTIMENTO (1) UMA ATIVIDADE DESENVOLVIDA PELOS ALUNOS DE PEDAGOGIA/PARFOR DE NOVO REPARTIMENTO



Antonia  Pereira de Sousa[2]
Francisca Ferreira Nogueira[3]
Judirlene da Luz Santana[4]
 Luceni de Souza Silva[5]
Maria Soares Costa Medeiro[6]
Maria Teresa de Matos[7]
Através da construção da hidrelétrica de Tucuruí deu-se a mudança da antiga cidade de Repartimento para outra localidade, a partir dessa mudança a cidade passou a se chamar Novo Repartimento. Por volta do ano de 1977, começaram as polêmicas sobre a construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí - U.H.T. Essa situação gerou revolta por parte da população da cidade de Repartimento, com a Eletronorte, empresa  responsável pela construção da  U.H.T., eles reivindicavam os direitos por tudo o que haviam construído naquela localidade tanto na zona urbana quanto na zona rural, pois, com a edificação daquela obra, toda área do antigo município seria alagada, e com isso as pessoas perderam o trabalho de toda uma vida, sem contar com o desastre ecológico. 
A única preocupação da empresa seria o benefício que isso lhe traria, com isso a população revoltada se uniram na luta por uma indenização para recomeçar uma nova vida e poder sustentar sua família. Depois de muitas greves a empresa ofereceu uma pequena indenização, como estavam cansados entraram em um acordo o que empresa lhe propôs  era uma casa, e um lote de cinco alqueires e uma pequena parte em dinheiro pelos benefícios feitos nas propriedades atingidas.
Essas lutas foram iniciadas pelo senhor Raimundo Temístocles do Nascimento Belém que também fazia parte dos desapropriados daquela comunidade. No final do ano de 1983 começaram-se as primeiras mudanças para a área escolhida pela Eletronorte onde a mesma havia construído as casas que foram doadas para os desapropriados, sem nenhum conforto, não havia saneamento básico, energia, água encanada, pois até o banheiro era comunitário, a água para o consumo dos mesmos era recebida através de um carro pipa.
Novo Repartimento foi criado através da Lei Nº 5. 702 de 13 de Dezembro de 1991, com isso desmembrava dos municípios de Tucuruí, Jacundá e Pacajá. O município de Novo Repartimento criado por esta Lei, foi  instalado no dia 1º de Janeiro de 1993, com a posse do prefeito, vice-prefeito e vereadores eleitos no pleito municipal  de 03 de outubro de 1992. (Art. 4º da Lei de nº 5.702 de 13 de dezembro de 1991).
Apesar de todas essas mudanças, não foi suficiente para que as pessoas ficassem satisfeitas, por isso a luta ainda continua por causa dos prejuízos  que  tiveram. Após alguns anos os desapropriados receberam mais uma parte da indenização através de um cartão que lhe dava o direito de uma cesta básica mensal no valor de R$ 200,00 por um período de um ano e meio a dois anos.
Os mesmos formaram uma cooperativa que lutam para receber o que lhes restam de direito e acreditam vencer, com o apoio da cooperativa, do poder judiciário, Eletronorte, Caixa Econômica e Prefeitura Municipal de Novo Repartimento, a receberem uma casa construída pela Caixa Econômica.
Mesmo com as dificuldades a população cresceu, o desenvolvimento da cidade ampliou tanto que hoje ela se encontra com uma população de aproximadamente 65.000 habitantes, podendo comprovar seu crescimento com a formação das vilas que fazem parte do município. Esta afirmação resultam de informações obtidas através de entrevistas feitas com pessoas que passaram por esta trajetória.  
REFERÊNCIAS
GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ. Lei nº 5.702 Palácio do Governo do Estado do Pará, Belém; 1991.


[1] Texto produzido na disciplina Educação e Novas Tecnologias da Comunicação e Informacionais, pela professora Maria do Socorro Dias Pinheiro – PARFOR  Universidade Federal do Pará
[2] Antonia Pereira de Sousa, assistente pedagógica da escola Pedro Luís de Camargo, estudante do curso de licenciatura em pedagogia - PARFOR pela Universidade Federal do Pará
[3] Francisca Ferreira Nogueira, professora das séries iniciais do ensino fundamental, estudante do curso de licenciatura em pedagogia -   PARFOR pela Universidade Federal do Pará
[4] Judirlene da Luz Santana, professora das séries iniciais do ensino fundamental, estudante do curso de licenciatura em pedagogia – PARFOR pela Universidade Federal do Pará
[5] Lucení de Souza Silva, professora das séries iniciais do ensino fundamental, estudante do curso de licenciatura em pedagogia – PARFOR pela Universidade Federal do Pará
[6]Maria Soares Costa Medeiro, professora das séries iniciais do ensino fundamental, estudante do curso de licenciatura em pedagogia – PARFOR pela Universidade Federal do Pará
[7] Maria Teresa de Matos, vice-diretora da escola Castelinho do Pequeno Príncipe, estudante do curso de licenciatura em pedagogia – PARFOR pela Universidade Federal do Pará


Fica o convite a todos a curtir o vídeo no you tube criado por outros alunos de Pedagogia/PARFOR/Novo, Universidade Federal do Pará, Campus de Altamira. . http://youtu.be/IVacXUF8yA0

segunda-feira, 28 de abril de 2014

PRODUÇÃO INICIAL DE VÍDEOS, DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA PARA 3º E 4º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

Durante alguns dias discutimos com os estudantes da pedagogia/2011, pertencentes ao Campus Universitário de Altamira/UFPA, turno matutino diferentes ideias a respeito da educação profissional e tecnológica. Nesse debate que se unem diálogos, teorias e nossas experiências cotidianas, identificou-se um cenário de mudanças decorrente de um processo de globalização que unificam a ciência e a tecnologia aos interesses mercadológicos internacionais se distanciado dos interesses e necessidades reais da sociedade. A formação profissional se pauta nessa mesma perspectiva como se o mercado fosse capaz de absorver toda mão de obra qualificada. E a educação, como fica nessa situação? Como tem desenvolvido o processo de formação das crianças, adolescentes, jovens e adultos? Essas questões servem para nos fazer pensar, refletir sobre a verdadeira função do professor. Pensando na função do professor enquanto profissão, pensamos ser relevante organizar vídeos que retratam a apresentação de um determinado assunto de história e geografia para estudantes do 4º e 5º ano do ensino fundamental.
É uma produção experimental, inicial feita exclusivamente pelos autores de cada vídeo e esperamos que possa contribuir com algum interessado.

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terça-feira, 29 de outubro de 2013

A INFORMÁTICA EDUCATIVA, NA FORMAÇÃO DE EDUCADORES DA ESCOLA CASA FAMILIAR RURAL EM ANAPU/PA

Para dar continuidade a nossa reflexão sobre a informática educativa é bom recordar que alguns estudiosos denominam o contexto da sociedade atual de sociedade da tecnologia, outros vão caracterizar como sociedade do conhecimento ou da aprendizagem. Essas diversas conceituações se deve ao fato de estarmos em um momento histórico, marcado pela circulação acelerada da informações e precisamos estarmos muito atentos para fazermos escolhas e definições.
Cotidianamente nos deparamos, com o uso de novas tecnologias que provocam transformações na nossa forma de pensar e de nos relacionarmos com as pessoas e com os diversos objetos, com o mundo que nos cerca. O desafio maior é formar atores sociais com cidadania e autonomia responsável em aprendizagens contínuas desses instrumentais. Isso implica letramento sonoro, visual, da hipermídia e das diversas formas de comunicação no cenário atual.  Ao considerarmos estes fatores propomos aos educadores desta formação, na Casa familiar Rural em Anapu que leiam a entrevista de Nóvoa, disponibilizada no site: http://www.tvbrasil.org.br/saltoparaofuturo/entrevista.asp?cod_entrevista=59   e pensem:
1. O que significa ser professor (a) no contexto atual? 
2. Quem sou neste novo cenário? 
Compartilhe sua reflexão postando seu comentário neste blog.

As tecnologias da educação na formação dos professores na Escola Casa Familiar Rural de Anapu/PA

Em virtude do projeto a informática educativa na formação dos educadores da Casa Familiar Rural estamos concretizando a formação dos educadores no município de Anapu e neste diálogo buscamos compreender que:
Vivemos um cenário onde se configuram um acelerado processo de mudanças, desenvolvido pela inserção das novas tecnologias que se adentram em diversos espaços sociais. Sabe-se, contudo, que nem todos têm acessos aos novos instrumentos tecnológicos embora, se tenha evidencias de um crescimento bastante significativo na última década que interfere diretamente a realidade atual. Encontram-se nesta disputa os equipamentos que compõem a informática, ou seja, o instrumento popularmente denominado de computador.
O computador tornou-se um equipamento corriqueiro no meio social e gradativamente todas as áreas vão fazer uso deste instrumento tecnológico e provavelmente todos terão que aprender a conviver com sua presença deste no seu dia a dia. Na educação isso não será diferente. Isso é fato na política de educação brasileira com a implantação de infocêntros e os laboratórios de informática em muitas escolas da educação básica do nosso país e na nossa região.
Todavia, embora se conheça serem funções principais do computador armazenamento e processamento de dados, não podemos esquecer que o mesmo não foi criado com uma finalidade pedagógica. Neste sentido, faz-se necessário analisar criticamente esta ferramenta frente às teorias e práticas educacionais em vista do bom uso deste recurso com a consciência de este possibilitará acesso rápido ao conhecimento não como uma máquina de escrever, ou de armazenamento e processamento de dados e sim como uma tecnologia que se destine em possibilitar a construção de uma educação criativa, dinâmica e crítica que auxilie o processo de ensino e aprendizagem na relação professor/aluno.
Pensa Valente (1993, p.16) que “na educação de forma geral, a informática tem sido utilizada tanto para ensinar sobre computação, o chamado computer literacy, como para ensinar praticamente qualquer assunto por intermédio do computador”. Isso é um fato relevante, sobretudo para o contexto educacional. Contudo, numa pesquisa exploratória, realizada por alunos da graduação em pedagogia, observamos que diversas escolas do município de Altamira, incluindo a casa familiar rural possuem laboratório de informática; constatou-se ainda que, poucos são os educadores que utilizam de tais instrumentos tecnológicos.
A não utilização destes equipamentos tecnológicos não decorre da má vontade ou de indisponibilidade, mas a necessidade de uma formação que priorize o repensar pedagógico do espaço. Isso significa pensar a informática não como um instrumento meramente técnico e sim educativo. Nisso se constituí a diferença da informática educativa. Para Borges (1999, p.136):
A Informática Educativa se caracteriza pelo uso da informática como suporte ao professor, como um instrumento a mais em sua sala de aula, no qual o professor possa utilizar esses recursos colocados a sua disposição. Nesse nível, o computador é explorado pelo professor em sua potencialidade e capacidade, tornando possível simular, praticar ou vivenciar situações, podendo até sugerir conjecturas abstratas, fundamentais a compreensão de um conhecimento ou modelo de conhecimento que se está construindo.
É fato ninguém pode negar que os computadores estão gradativamente adentrando o espaço escolar e obviamente os educandos da educação básica ou profissional tem o direito de se apropriar das inúmeras possibilidades que estes instrumentos podem possibilitar. Para isso é necessário ter profissionais qualificados para desenvolver procedimentos metodológicos críticos, criativos e dinâmicos na perspectiva de novas aprendizagens.
No bojo dessas contradições constatamos a implantação de uma política educacional que se materializa com a inserção de computadores na escola  e identificamos transformações na área do currículo das universidades públicas, em particular na Universidade Federal do Pará, Campus Universitário de Altamira em vista de possibilitar qualificação profissional as novas demandas de profissionais no contexto educacional. Na graduação em pedagogia, por exemplo, o projeto pedagógico do curso trás a oferta de disciplinas que contemplam este campo de formação em dois núcleos: núcleo de aprofundamento e diversificação de estudos e um núcleo estudos integradores. No primeiro temos: Educação e Novas Tecnologias da Comunicação e Informática, Educação Profissional e Tecnológica e no segundo se destacam as disciplinas optativas denominadas: Novas Tecnologias e Trabalho Docente, Metodologia e Prática de Ensino do Computador, Comunicação Docente e Diversidade Interlocutora, Recursos Audiovisuais na Sala de Aula.
A partir destas ideias evidenciamos que o debate sobre as novas tecnologias é um dos assuntos a permear nos estudos atuais e nessa mesma lógica encontra-se a informática educativa que se caracteriza como um poderoso recurso pedagógico com condições de ampliar uma variedade de conhecimentos intercalados pela capacidade criatividade de construir novas metodologias, de se tornar possível ensinarem e aprender ou vice versa, e ainda, considerar os conhecimentos curriculares, a criação de modelos metodológicos e didáticos que viabilize repensar o verdadeiro significado da aprendizagem.
Nesta perspectiva, propomos por intermédio do presente projeto desenvolver formação continuada por meio de cursos no percurso do ano de 2013, com os educadores da casa familiar rural e um com os alunos da graduação em pedagogia. Propomos essa ideia por três importantes motivos. Um refere-se ao levantamento realizado sobre uso da informática na educação  o qual constatamos a ausência de formação continuada da maioria dos educadores o que tem ocasionado dificuldades para trabalhar metodologias que envolvam essa tecnologia; outra questão, a casa familiar rural atua na área de educação profissional com a juventude do campo, possuí um laboratório de informática, contudo vem sendo minimamente utilizado por conta da parca formação dos educadores para aplicação de metodologias com este instrumento tecnológico. 
Ultima situação, percebemos que a graduação em pedagogia dispõe de disciplinas que pode colaborar na elaboração de cursos de formação continuada em informática educativa com participação dos alunos do curso de pedagogia onde estes possam desenvolver uma experiência inicial de formação com educadores da casa familiar rural com cursos de formação de professores em informática educativa, com metodologias possíveis de serem desenvolvidas posteriormente com educandos em qualificação profissionalizante. Abaixo fotos da formação inicial.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O CELULAR, É UMA FERRAMENTA RELEVANTE OU IRRELEVANTE NA AÇÃO PEDAGÓGICA?

O celular é uma tecnologia móvel que está ao alcance de muitas pessoas. Embora ainda,  provavelmente existam pessoas que não fazem uso do celular, sabemos que umas não utilizam por opção própria, ou seja, ignoram esse equipamento, não almejam serem ocupadas por meio deste instrumento, alguns por ausência de recursos financeiros e outros por conta da situação geográfica que impossibilita sinal de acesso. Mas embora isso ocorra raramente encontramos pessoas que não conheça o aparelho denominado celular. No campo escolar se constata que parte das escolas impedem a entrada desse equipamento no espaço educativo com intuito de proibição de uso. Todavia, fora da escola as pessoas aprendem e ensinam diversos conteúdos com esse instrumental. Nessa  perspectiva, indago a turma de pedagogia 2010 noturna da UFPA de Altamira: O celular é relevante ou irrelevante na ação pedagógica? Como sugestão de leitura vos convido a acessar os seguintes sites http://www.anped.org.br/reunioes/29ra/trabalhos/trabalho/GT16-2668--Int.pdf e ainda http://porvir.org/porpensar/nao-podemos-ver-celular-como-inimigo/20130624 para que fundamentados nas ideias descritas nos sites e no estudo da  monitoria da última aula, possas elaborar seu comentário para postar neste blog.

 

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sábado, 6 de julho de 2013

DESAFIOS DA EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA

Estamos em um contexto social marcado por inúmeras transformações que  acompanham o desenvolvimento da sociedade capitalista e tem gerado um substancial de conhecimentos que possibilita acesso a diversas formas de adquirir conhecimentos, saberes, sobretudo quando se tem acesso as novas tecnologias da comunicação e informação na educação.
Na conjuntura de um capitalismo global  exige-se dos atores sociais outras formas de se socializar e de buscar o conhecimento. E, com a inserção da internet passamos a viver num mundo sem fronteiras mas nem por isso, sem regras, normas e valores necessários a esta forma de convivência e de relação sociais.
Com isso, nos deparamos com uma sociedade do conhecimento que desafia os educadores atuais e os que almejam segui esta profissão e, ainda trazem outras questões desafiadores para o atual cenário educacional. Com base nessa ideias convido a turma de pedagogia 2013, do Campus da UFPA  de Tucuruí, a lerem o texto de Nelson Pretto postado no seguinte endereço eletrônico:  https://blog.ufba.br/nlpretto/?page_id=395  e em seguida postem aqui seu comentário, sobre o assunto.